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RENATO ZUPO

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PAUTA EXTRA3 01

Pauta extra

ENTRETANTO

Não podemos mais viver em um Brasil sem referencial familiar e com uma insegurança pública que não consegue ser debelada porque nasce, justamente, da falta de estrutura estatal e familiar para forjar jovens de fibra, conscientes, cidadãos.

A bronca não é em esquerda ou em direita. Você vota em quem você quiser. O ponto é o seguinte: vídeos nojentos como esse que estamos mostrando hoje e que revelam o manuseio, o traquejo e o uso de drogas, quiçá o tráfico, entre crianças e no seio de uma mesma família – se é que se pode chamar a isto de “família”.

Historicamente, a esquerda sempre enxergou o crime e o criminoso como doenças e doentes sociais – e nunca resolveu o problema da criminalidade durante seus períodos de poder, às vezes historicamente longevos.

O Brasileiro perdeu, com isto, a percepção de que temos o direito constitucional e natural a viver sem medo – esta é, por exemplo, uma garantia contida na constituição dos Estados Unidos. Estive por lá recentemente em mais uma missão cultural: a inflação por lá assusta, mas sempre se viveu e se viverá seguro nas terras ricas dos nossos irmãos do norte.

Qual o segredo pra isso? Um estado que funciona. Sem aparelhamento político ideológico. Com leis rígidas. Polícia respeitada e valorizada. Um poder judiciário que trabalha com eficiência e sem excesso de serviço ou desvio de função: por lá juiz julga. Quem cuida de preso é prefeitura. Quem cuida de eleição é o Poder Executivo. Juiz ou ministro não governa pelo presidente da república.

No concernente às drogas, não se concebe em qualquer sistema lógico-jurídico uma conduta impunível (usar drogas) fomentar um comércio criminoso (o tráfico). E nem se pode permitir a dependentes químicos andarem soltos pelas ruas. Se não são presos, devem ser tratados compulsoriamente – quem disser o contrário simplesmente mente.

Não sou moralista. Não sou excessivamente conservador. Valorizo bons exemplos do passado, que espero permaneçam abençoando as gerações vindouras. A família é uma delas – que seja hétero ou homoafetiva, mas repleta de amor e carinho sempre. O desagregamento das famílias só fomenta o ódio e – o ódio – a polarização política que joga irmão brasileiro contra irmão brasileiro.

E a polarização chega a um ponto em que você tem, deve, decidir: permaneço permitindo a destruição dos lares, das referências familiares e dos bons exemplos morais em busca de uma modernidade que nunca prestou e nunca existiu na realidade das periferias brasileiras de maneira eficiente e socialmente justa, ou me conecto ao conservadorismo, ainda que não seja um conservador?

Sinceramente, não sou um homem religioso, embora seja cristão e pratique o bem da melhor maneira que conheço e posso e acho que sei. Ainda assim, neste momento de disruptura e destruição das famílias e das boas referências culturais de um passado ainda próximo, prefiro se necessário for voltar às catacumbas da antiga Roma, ou ao cisma religioso de Martinho Lutero, renunciando a uma modernidade que nos está fazendo mal.

O Brasileiro já mostrou, hoje e sempre, que não merece todo o excesso de liberdade que tem. Faz besteira. Mas algumas liberdades nossas são intocáveis: a de votar e a de manifestar o pensamento. Portanto, se você concorda com quadros ideológicos pseudo modernos e progressistas controlando ideologicamente aos governos e destruindo nossa sociedade e nossa juventude como está – siga em frente. Não reclame depois.

Agora, se o civismo e a religiosidade, por mais que lhe pareçam sintomas antiquados de um passado vencido, se mostram hoje a única arma para manter a sociedade nos trilhos, preparando-a para nos devolver a tranquilidade perdida para criarmos nossos jovens, então, ainda que não concorde com valores que considera ultrapassados, ao menos reconheça que são muito menos destrutivos do que a completa ruína dos valores cristãos que edificaram o mundo moderno, que pacificaram a humanidade e que, diante de um retrocesso perigoso, destruiriam não somente nossa economia (isso é o menos importante), mas o nosso futuro enquanto nação, enquanto pátria, enquanto ideal de pertencimento.

Quando te falarem em fascismo, lembre-se do nazismo – porque não? São primos irmãos. E tome conhecimento e divulgue a entrevista abaixo, dada no final da década de 1970 por um então jovem politico, que já dizia admirar Hitler.

Segue abaixo:

lula texto

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verdugo lancamento 22 08 2024