Os natais nunca mais serão os mesmos e o dia das mães doravante será de luto em minha casa.
Perdi neste domingo último, um 30 de julho que virará data fúnebre no meu calendário familiar, à minha querida mãe.
Dona Ivone, a única que tinha o Zupo com dois “pp” na família graças a um erro cartorário, era também ímpar em inúmeros outros aspectos.
Tinha alma bondosa que seu humor oscilante não conseguia esconder.
Se dedicava aos amigos como se fossem familiares e, a estes, nutria um amor incondicional que independia de reciprocidade.
Tinha a capacidade de não se decepcionar com as pessoas, mesmo quando ferida pela ingratidão de uns e outros.
Achava natural o erro moral, que no entanto repudiava intensamente.
Mas perdoava de igual modo.
Dedicou-se à caridade e ao assistencialismo social por toda a vida, e deixou uma legião de devotados admiradores por onde passou.
Tinha e tenho muito orgulho dela, uma mulher plena, que viveu também plenamente e deixou frutos, saudades e exemplos.
Vai com Deus, mãe.
O dito pelo não dito.
“A morte não é a maior perda da vida. A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.” (Norman Cousins, jornalista americano).
Renato Zupo
Magistrado e Escritor