O que revolta é a disseminação da mentira. Não pelos jovens, que são vítimas da politização excessiva dos meios acadêmicos: experimente falar que é “de direita” na faculdade e veja no que dá… Incompreensível é a covardia dos intérpretes maduros da breve história política que impregnou e sucedeu ao Século XX, a repetir covardemente a cantilena do coitadismo mundial. Declamam que riqueza e poder vêm da corrupção sempre. Associam fardas, polícia e autoridades à repressão, a tal ponto que as novas gerações crescem repelindo qualquer referência à obediência, hierarquia e disciplina. Praticam algumas técnicas marxistas velhas como andar pra frente, e que “colam” entre os ignorantes: a repetição das mentiras, até que se tornem verdades fraudulentas, é uma delas. Outra Tática covarde e grosseira, hoje mais que nunca disseminada em redes sociais, é o assassinato de reputações. Fizeram isso com Wilson Simonal. Fizeram de novo com José Mayer. Tentaram fazer com Jair Bolsonaro. Neste último caso, no entanto, o pragmatismo venceu o preconceito ideológico.
Não é incomum ver pessoas serem agredidas com o rótulo de “nazistas” por sua opção política, porque votam em candidatos conservadores ou, simplesmente, porque não aceitam mais discursos socializantes. Quem pratica essas ofensas demonstra, no mínimo, desconhecimento histórico. Hitler foi eleito democraticamente pelos alemães e foi “homem do ano” da revista Time, prestigiado pelas lideranças mundiais até invadir a Polônia em 1938. Depois é que virou o adversário a ser batido. O racismo enraizado na Europa existia muito antes dele, que utilizou esse hediondo preconceito para justificar seu projeto expansionista de busca do espaço vital. Assim, tentou dominar o mundo e dizimou milhões. Era populista: falava o que o povo queria ouvir. Encantava as massas conclamando-as ao progresso através de conquistas sanguinárias. Iludiu seus seguidores por muito tempo e até ser derrotado. A comparação do regime nazista à política conservadora dos dias atuais é ignóbil, frágil, burra. Os líderes e políticos que repelem as ideologias de esquerda não são diferentes de socialistas, comunistas e sociais democratas quanto ao diagnóstico daquilo que está errado: distribuição de renda, abismos sociais, deficiências na educação e na economia. Deles diferem somente na escolha dos métodos para suprir essas falhas, ao optar pelo empreendedorismo, meritocracia e respeito ao livre mercado, ao invés de cultivar um estado protecionista que incentiva programas assistenciais intermináveis e uma política do “nós contra eles” que é berço natural de conflitos e revoluções.
O dito pelo não dito.“Se você quer ser um escritor, continue escrevendo. E leia tudo o que puder, leia todas as coisas.” (Stan Lee, escritor, quadrinhista e gênio americano).
Magistrado e Escritor