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RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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Governos fortes

ENTRETANTO

Desde a posse do governo brasileiro conservador a criminalidade no país diminuiu vertiginosa e continuamente.  Só em 2021 foram 7% a menos de homicídios considerados no país inteiro. Medidas sociais de restrição e Lockdown, é claro, contribuíram com isso. Bares fechados, menos festas, menos gente nas ruas, inibiram bastante o uso de droga e os exageros do álcool, célebres propulsores da violência e dos delitos. No entanto, desde 2019 os indicadores de crimes violentos diminuem intensamente e de forma acentuada. Isso foi antes da pandemia, amigo. O saudoso professor Olavo de Carvalho dizia que a fraqueza atrai a agressividade. A recíproca é mais que verdadeira.  Por aqui o que atordoou os criminosos foi um novo governo forte, que bate de frente com a bandidagem, que amplia o acesso às armas de fogo e valoriza as polícias e cujo discurso conservador bane da  vida pública pessoas simpáticas ao crime organizado. Desculpem-me os esquerdopatas, mas a própria esquerda consciente (que existe, seus membros lotam uma Kombi) admite que a violência urbana recrudesce em terras tupiniquins desde Jair Bolsonaro. Historicamente o contrário também é uma constatação obrigatória: todo governo de esquerda se notabilizou por abrir indiscriminadamente as portas dos cárceres, talvez para cumprir promessas populistas, ou para agregar novos adeptos e eleitores. E é por isto que o Poder Judiciário aparelhado insiste em alguma leniência com a criminalidade que trata com luvas de pelica ainda mais suaves e menos ásperas do que a legislação penal, por si só bastante condescendente.

Escondendo o ouro.
O que me deixa bravo com a maioria dos grandes órgãos de imprensa brasileiros é que simplesmente escondem o ouro conservador enquanto procuram polir as nódoas e sujeiras da esquerda progressista. Agem como o vendedor de carros usados que esconde os defeitos e mostra só as qualidades daquilo que lhe interessa. O decréscimo da criminalidade brasileira foi simplesmente escondido pelos grandes portais de notícias, assim como os bons números do agro, devidos sobretudo a uma economia brasileira menos intervencionista – nisto, um raro acerto de Paulo Guedes. Disso todos se calam e ninguém fala nada. Preferem dar vazão a palavras tiradas do contexto ao serem proferidas por Bolsonaro, ou falar de Fake News e gabinete do ódio (crimes inexistentes), ou falar de Fabrício Queiroz (quem é mesmo?), ou da CPI da Covid (que nem o PGR e nem o mundo deram crédito). Os maus profissionais de imprensa brasileiros aprenderam com seus colegas de ofício e de má índole norte americanos. Rudolph Giuliani, republicano conservador, foi eleito prefeito de Nova York e simplesmente recuperou a cidade dos marginais. Por lá e por ele, se voltou a andar tranquilamente pelas ruas à noite, sem usuários de drogas perambulando, sem gangues de bandidos, poucos  assaltos a pequenos comércios. Estive lá e vi. Criminalidade violenta em NY hoje é coisa de filme, é raríssimo. A imprensa esquerdopata americana, no entanto, preferiu apelidar Giuliani de nazista – qualquer semelhança com  nosso presidente “genocida” aos olhos de jornalistas que perderam a boca governamental, aqui e ali, não será mera coincidência.

Trump e a crise internacional.
O mais escandaloso véu de ignorância ideológica, no entanto, foi jogado em Donald Trump enquanto presidente norte-americano. Fizeram com ele o que fizeram com  outro republicano conservador a assumir a presidência do país mais poderoso do mundo, Ronald Reagan. Com  Trump no poder a crise não era com a China ou com a Rússia. Quem abalava o dólar e gerava problemas diplomáticos sucessivos era a Coréia do Norte comunista do ditador Kim. Trump, em um encontro com ele, selou a paz dizendo-lhe o óbvio: não interessava aos EUA o que acontecia na Coréia do Norte, os americanos precisavam recuperar sua economia e tinham mais o que fazer. Foi o suficiente para acabar com o problema. Os poucos órgãos  de imprensa sérios americanos deram pouco relevo  a estes fatos, na verdade, uma vitória diplomática de um presidente tido por muitos como nada diplomático (o que por si só seria notícia). Com  Reagan, não foi só o silêncio, foi a difamação que veio dos meios de comunicação e, também, do mundo da cultura e das celebridades de onde surgiu o ex-ator galgado a dignatário máximo dos EUA. Disseram de Reagan que era um cowboy burro e preconceituoso, armamentista e xenófobo,  fascista e brutamontes. A história diz o contrário: Reagan era culto e protagonizava discussões em alto nível com chefes de estado do mundo todo, ampliou as armas nucleares americanas e criou o projeto Guerra nas Estrelas para gerar mecanismos de dissuasão mundiais, para mostrar aos  inimigos que não adiantava brigar com os EUA. Com isso conseguiu a queda do muro de Berlim e o fim da União Soviética. Foi um presidente forte e bem sucedido que liderou uma América grande e próspera, justa e respeitada. Só agora a imprensa predominantemente de esquerda está “relendo” os anos Reagan e se penitenciando um pouco das enormes injustiças que cometeu com aquele grande estadista. Bolsonaro e Trump, em menor grau de qualidade política, também são ignorados ou ofendidos, seus equívocos é que aparecem perante os holofotes ideológicos tendenciosos da esquerda marxista que se esconde em instituições de informações, em formadores de opinião e na indústria cultural.

O Dito pelo não dito.
“O supremo está sendo utilizado pelos partidos de oposição para fustigar o governo. Isso não é sadio. Não sei qual será o limite”. (Marco Aurélio Mello, jurista, ex-ministro do  STF).

 

Renato Zupo
Magistrado e Escritor

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