• BLOG ENTRETANTO •

RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

NOSSAS REDES SOCIAIS

Nikita Khrushchev

O mito da Guerra Fria

ENTRETANTO

Nikita Krushev, presidente russo da época da guerra fria, abominou Stalin e o acusou publicamente de matar milhões de opositores políticos em campos de concentração, dentro e fora dos limites da União Soviética, muitas vezes com o apoio de seus países-satélite comunistas da América Latina e do sudeste asiático. Stalin, que herdou de Lenin a missão de estatizar o mundo, se aproximou de Hitler dada a simetria entre as ideologias totalitárias que nutria com o nazismo. Dele se afastou somente quando descobriu que o Füher alemão era um psicopata. O plano expansionista soviético fazia água e era abortado em todos os quadrantes do globo, e a economia interna estava em frangalhos – foi o que viu o então presidente Mikhail Gorbachov. Mas não foi isso que causou a queda do muro de Berlim, o fim da União Soviética e da economia estatal sem propriedade privada que até então caracterizava os regimes socialistas. O autor desta façanha tem um nome: Ronald Reagan. Foi dos políticos mais injustamente perseguidos pela mídia em todos os tempos. Dizia-se que era um cowboy energúmeno e reacionário – mais ou menos o que falam de Trump hoje. Só que Reagan era um presidente americano muito, muito melhor que Donald Trump. E mais inteligente. Católico fervoroso. Leitor voraz. Dono de um raciocínio arguto que conquistava qualquer interlocutor durante uma conversa, só ele suportava Margareth Thatcher e a improvável amizade de ambos ficou lendária. Reagan sufocou movimentos guerrilheiros em toda a América Latina, ocupou republiquetas, isolou mais ainda Cuba, aumentou as despesas com armas nucleares e criou o programa “Guerra nas Estrelas” para povoar de mísseis o espaço terrestre – evidente, todos voltados para a União Soviética e seus tentáculos do leste europeu. Foi chamado de sanguinário, belicoso, interessado em deflagrar mais um conflito mundial. Nada disso. Reagan criou imenso poder de dissuasão e era este seu principal objetivo: convencer aos soviéticos e seus aliados de que não adiantaria uma guerra fria, morna ou quente, contra os EUA. Eles estariam no papo na base da bomba ou do dólar. Gorbachov capitulou. Quer saber mais? Leia “Reagan e Thatcher – Uma relação Difícil”, de Richard Aldous, traduzido e publicado no Brasil pela Record.

 

Remédios contra Covid.
Morro de rir quando jornalistas e cientistas falam da “inexistência de evidências científicas” deste ou daquele método ou remédio contra a Covid 19. É claro que não há: evidências científicas demoram anos para serem confirmadas, publicadas e gerarem alguma certeza. Não temos esse tempo todo. Precisamos confiar nos indícios existentes, em estatísticas e em alguma sorte, porque o vírus mortífero ainda aguarda que surja uma vacina eficaz. Então o que nos resta é o velho método empírico de utilizar dados e referências que fazem algum sucesso em alguns casos, e torcer para que o êxito se repita conosco. É o caso da Cloroquina, maldita por muitos, mas que salvou a vida de muita gente – pouco importa que os cientistas não lhe garantam eficácia. Aliás, ouvi um cientista leitor de bula dizer em bajulado telejornal que a Cloroquina não seria recomendável porque provoca… aceleração cardíaca. Ora, amigo, sem aceleração cardíaca é que nós morremos. Mas há outros medicamentos com enormes índices de segurança no combate à Covid: Azitromicina e Ivecmetidina tem gerado resultados fantásticos, embora não possam (repito) virar protocolos médicos porque lhes faltam estudos. Mas não precisamos esperar por eles, não é mesmo? O efeito colateral destes dois fármacos é irrisório e, se não ajudam, tampouco atrapalham. Ou seja, se não resolvem o problema, se não curam, ao menos mal não fazem. Dou mais uma dica, esta pessoal: chegando em casa, dê uma passada do bom e velho Vick Vaporub nas narinas e use suplementos alimentares que aumentam sua resistência. Tudo certo, não te imuniza e nem te garante ficar livre da Covid, nem te isenta de cuidados de isolamento social, máscaras, etc.. Ao menos, te deixam mais forte e com anticorpos mais prontos pra batalha em caso de infecção (alguns médicos amigos meus, em sigilo, também recomendam isso).

 

Perdão midiático.
Já repararam como determinados líderes e celebridades são perdoados pela mídia, todos se calam acerca de seus defeitos e gafes, e mesmo crimes? Quando muito, são considerados tão somente temperamentais ou peculiares pelo seu caráter pernicioso e fim de papo. O fenômeno não é novo. Benjamim Vargas, irmão mais moço do nosso então Presidente Getúlio, durante o Estado novo simplesmente matou a sangue frio um opositor político – fato que até hoje você não se encontra nem na Wikipedia. A imprensa, que então nada tinha de livre, se calou, e permaneceu com a classe artística ocultando os desmandos do mandatário gaúcho porque Vargas mantinha abertos os cassinos, ganha-pão das estrelas do rádio da época. Os exemplos pelo mundo são vários: o escritor Jean Genet era um rufião e ladrão, lenocida de prostitutos; o poeta Rimbaud era traficante de armas; o francês existencialista André Guide era pedófilo e Martin Heideguer, filósofo alemão, um dos baluartes acadêmicos do nazismo. Por que destes caras nada se fala, eles tudo podem, e uma besteirinha dita por Donald Trump causa comoção mundial? Ninguém entende a mídia.

 

O dito pelo não dito.
Tenho notado que todas as pessoas que se dizem a favor do aborto já nasceram.” (Ronald Reagan, político americano).

 

Renato Zupo
Magistrado e Escritor

Gostou? Então compartilhe.

Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on email

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Compartilhe essa página.

Share on whatsapp
Share on email
Share on facebook
Share on twitter
Share on linkedin
Share on pinterest
Share on telegram
Copyright © RENATO ZUPO 2014 / 2021 - Todos os direitos reservados.

Desenvolvido pela: