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Renato Zupo

Renato Zupo

Magistrado • Escritor • Palestrante

NOSSAS REDES SOCIAIS

george soros

O Globalista

ENTRETANTO

George Soros é um metacapitalista. Ganhou tanto dinheiro no mercado financeiro que agora pode se dedicar integralmente ao seu projeto de globalização sócio política mundial. Isso consiste em modificar o sistema, abolindo valores tradicionais conservadores e ancestrais, fronteiras e barreiras religiosas, étnicas e sociais. E ele está preocupado com o Brasil! Por que será? Doou cinco milhões de dólares para serem empregados em estratégias judiciárias e legislativas de contenção de desigualdades sociais, segundo seus porta-vozes apelidaram a preocupação do bilionário. Há duas leituras obrigatórias sobre o tema: o Brasil preocupa não porque tenha muitos problemas, mas porque imergi-lo no caos permite a hegemonia política e econômica do hemisfério norte. Nosso país só interessa aos banqueiros mundiais enquanto permanecer periférico e dócil à nova esquerda norte americana. Também há que se considerar a origem do pensamento político metacapitalista: a escola marxista de Frankfurt e seus cientistas políticos que criaram o socialismo Fabiano, que parte de dentro do sistema capitalista para implodi-lo. Essa estratégia de dominação cultural inviabiliza o funcionamento dos estados, despersonaliza as sociedades e, aí sim, desconsidera territórios, fronteiras e limites políticos e religiosos.

Posso ou não posso?
O juiz federal Marcelo Bretas foi punido porque participou de eventos cívicos com políticos cariocas. Bem, o que a lei ensina é que o magistrado é um agente político, representante de um poder da república e nesta condição pode e deve se fazer presente em eventos e solenidades protocolares e cívicas. Estes não são acontecimentos de propaganda partidária. Não se está pedindo voto pra quem quer que seja. No entanto, o recado que se dá com ações desta natureza é que não se devem esperar buquês de rosas de quem apedrejamos. O Poder Judiciário agiu com insuportável pró-ativismo em inúmeras demandas envolvendo criminosos de colarinho branco, tanto políticos quanto empresários. Vez ou outra, ainda o faz. É claro que o troco viria rápido, célere, inclusive mexendo no bolso de juízes, promotores e procuradores: querem retirar-lhes inúmeras vantagens e penduricalhos salariais. Há por trás disso a curiosidade dos legisladores: querem ver até onde vão os paladinos da justiça sem dinheiro para pagar a prestação da casa própria ou o financiamento do carro.

Atos antidemocráticos.
George Orwell criou a “novilíngua” em seu romance 1984. Era mais que um idioma: era um jeito de falar imposto pelo governo de seu país em um futuro distópico ao qual finalmente chegamos. Essa linguagem deveria abusar de termos que louvam o sistema político vigente e evitar quaisquer referências ainda que indiretas à contestação social ou ao individualismo. Curioso, não? Na Alemanha nazista era assim, e no governo comunista tcheco os livros de história eram modificados ano a ano para suprimir tudo e todos que caíssem na desgraça do regime totalitário. Orwell era um pensador de esquerda e um escritor brilhante, mas odiava o comunismo com todas as suas forças. É interessante perceber que há gente como ele: progressistas não marxistas, demonstrando que as ideologias não são binárias. A “novilíngua” de Orwell descambou no “PC”, o politicamente correto, e nisso parece que o escritor profetizava o que ocorreria setenta anos depois da publicação de seu romance. Pregar o comunismo, para a novilíngua politicamente correta, é livre manifestação do pensamento. Defender a intervenção militar, não, é ato antidemocrático. Vai do gosto do freguês e da época. Se o Jornal Nacional mandar, está valendo. Por isso há um inquérito tramitando no STF, para ouvir dois filhos de Bolsonaro e a deputada Carla Zambelli. Afinal, eles não falam a novilíngua.

A crise ambiental.
Imagine-se presidente de um país cheio de riquezas, mas também repleto de gente, dentro e fora de suas fronteiras, interessadíssima em fazê-lo desandar, a pressionar para impedir que cresça como o gigante geográfico que é. O Agronegócio é a força motriz desse impávido colosso e portanto, para seus detratores, é necessário freá-lo. A melhor maneira de fazer isso, é claro, passa pela desinformação. É assim que se joga o cidadão contra seu próprio governo, para depois se queixar da ausência de sustentação política do governante: dessa forma ocorrem golpes de estado, impeachments e revoluções. Com esses parâmetros é que se aguça a crise ambiental brasileira. A COVID não conseguiu, a economia se recupera lentamente ,é preciso mais uma bomba no colo da presidência da república. Reparem que de propósito não cito o nome do presidente. Nós, brasileiros, temos que entender que brincam com a nossa cidadania quando nos contam contos da carochinha voltados para a nossa desestabilização nacional. Isso não tem nada a ver com ideologia. É cidadania! Temos que impedir que continuem prejudicando a nossa governabilidade, seja quem for o governante. O Meio ambiente se recupera e o país não está inerte ao problema. Só não endossa exageros e nem permite que estes exageros minem nossa soberania. A Amazônia brasileira é exatamente o que o nome diz: brasileira. O resto é boataria de gringo de olho em controlar o que é nosso.

O Dito pelo não dito.
“Jornalismo é publicar aquilo que alguém não quer que se publique. Todo o resto é publicidade” (George Orwell, escritor inglês).

Renato Zupo
Magistrado e Escritor

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