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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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Momento mágico

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Em New York a maioria dos taxistas é estrangeiro praticando um péssimo inglês, pior do que o meu às vezes. Por exceção e ironia do destino, acabei premiado com uma corrida ao Central Park conduzido por um americano autêntico, um negro idoso e de nome francês por invenção paterna, André. Sua família deve vir de New Orleans, onde havia colônias de franceses, mas isso ele não explicou. Quando soube que eu era brasileiro se lembrou imediatamente de Pelé, o que não é raro de ocorrer pelo mundo afora. Mas com uma peculiaridade: afirmou que jogou com ele na mocidade e quando o nosso Rei brilhou no New York Cosmos, com Beckenbauer, Breitner e outros grandes jogadores, lá pelos idos da década de 1970 e já no fim da carreira do maior atleta de todos os tempos. Se revoltava profundamente com aqueles que comparavam Pelé a Maradona, afirmando que o gênio argentino só tinha o pé esquerdo, enquanto Edson Arantes do Nascimento era mágico com os dois pés, algo que nunca vira antes ou tornaria a ver depois, segundo André. Seus olhos brilharam ao contar da majestade do rei Pelé, e se encheram de lágrimas quando soube através de mim que Carlos Alberto Torres, o nosso capita, que também jogou no Cosmos, havia falecido recentemente. Sua reação driblou qualquer impressão que eu ainda tivesse de que o taxista mentia. André lembrava de “Carlos Alberto” , como ele o chamou, porque também havia jogado com ele. E ficou bem triste com a morte do antigo colega. Momento de mágica ternura na cidade mais dinâmica do mundo.

Herança maldita.
Em doze anos de governo populista, duplicou o número de moradores de rua nas grandes e médias cidades. Tem até gente que tem casa, família, mas opta por morar nas ruas para livremente usar drogas, se prostituir e praticar pequenos e grandes delitos. Fecha-se uma cracolândia, abre-se outra. É claro que não se trata de um problema de moradia, muito embora o argumento tenha sido usado de maneira demagógica para justificar enormes gastos de dinheiro público com a construção de casas populares, muitas delas desvirtuadas, desviadas e até hoje fechadas. Muito embora as ruas e praças de nossas cidades sejam espaços públicos, servem ao perambular dos cidadãos e não como local de moradia para ociosos, diletantes ou desempregados. É para essas pessoas que as habitações populares e os abrigos coletivos deveriam se destinar, e não para angariar votos em período de eleição junto a eleitores que trabalham e têm onde morar. Durante o período em que imperou o caos em nossa economia, mais e mais pessoas foram morar embaixo de pontes ou em bancos de jardins, contrariando a ladainha já antiga de que os governos de esquerda se prestam ao auxílio dos mais necessitados. Casas foram distribuídas, mas empregos minguaram e proliferou a praga das drogas sem combate ou qualquer política séria de prevenção e tratamento de dependência química. Os populistas trataram usuários de drogas como simples doentes coitadinhos, esquecendo-se da sociedade e lembrando-se das eleições. E também não coibiram a invasão de espaços públicos, assim como atualmente não combateram a invasão de escolas por estudantes birrentos e marrentos, aprendizes de títeres de uma esquerda que o mundo já começa a esquecer.

Reforma do Ensino Médio.
As escolas brasileiras foram invadidas por membros de diretórios e agremiações políticas estudantis querendo aparecer, essa é que é a grande verdade. E contaram em vários estados com a cumplicidade e a covardia do poder público, que poderia e deveria ter se utilizado da força para retirá-los dos educandários onde interromperam as atividades letivas de um monte de estudantes bem intencionados que vêm à escola para aprender, e não para depredar ou rezar cantilenas anárquicas já derrotadas pelo peso da história. A desculpa? A reforma do ensino médio, que é excelente porque iguala nossas instituições e currículos aos países de primeiro mundo, tornando as disciplinas mais dinâmicas e objetivas, a maioria delas escolhida pelo próprio alunado. Ou seja, se procurou dar mais liberdade ao estudante e eficiência ao curso! O único motivo para um ou outro imbecil aprendiz de vagabundo invadir escolas é a vontade de aparecer – mas pela porta dos fundos, como títeres, marionetes de políticos defasados e com baixíssimo nível intelectual, inclusive para entender de pedagogia, ensino, docência e decência.

 

Renato Zupo,
Magistrado e Escritor

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