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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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Inovações que não interessam

ENTRETANTO

Estão querendo acabar com os jornais de papel. Não vai dar certo, como não deram certo os tais \”ebook\”. Ninguém que conheço (vejam bem: ninguém) lê atualmente livros naquela geringonça. Andaram tentando, alguns por curiosidade e outros por exibicionismo, eu entre eles, e é um saco. Livro tem que ser manuseado e ter cheiro de livro, assim como jornais, que estão cortando toda sua folha de pessoal e da maneira errada. Fiz questão de parar de assinar o Estado de Minas porque de lá tiraram meus bons amigos, craques da crônica, Eduardo de Almeida Reis e Carlos Herculano Lopes. Eduardo é meu guru nesta coluna semanal e Carlinhos é primo de minha esposa, ambos figuraças e excelentes escritores que premiavam o jornal de maior circulação do estado com suas tertúlias e narrativas periódicas de uma qualidade literária ímpar. Foram-se embora, e fiquei órfão. O Estadão e a Folha também estão mandando gente embora, tudo para adaptarem-se aos novos tempos, com reportagens bobas e curtas, para leitores também de intelecto bobo e curto. E pensar que a imprensa brasileira já pariu Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Ruy Castro e Luís Fernando Veríssimo. A continuar assim, o que nos restará? Mano Brown e Tio Santa Cruz como articulistas? Editoriais escritos pela turma do Pânico na TV? Alguém já disse que o povo de um país se reflete na qualidade de seus leitores e dos livros que lêem. Acrescentaria eu os jornais, que não podem se nivelar por baixo e devem ao menos tentar manter um padrão de qualidade que os identifique com um público inteligente. Blog não substitui crônicas e artigos de opinião diários. Blog qualquer um edita, publica e escreve. Para por seu nome no topo de uma coluna de jornal, seu autor tem que ter um mínimo de qualidade, que a internet não exige.

Cidades violentas.
Cansei de ouvir dizer que as cidades brasileiras é que são violentas. Querem saber de uma coisa? Visitei ou vivi na maioria das capitais brasileiras e sabem onde de fato e nitidamente tentaram me assaltar? Em Paris e em Lisboa. Isso mesmo. No Rio de Janeiro cheguei a quase cair em uma armadilha de assaltantes, mas fui mais esperto. Em São Paulo andei para cima e para baixo, de noite e de madrugada, e nem sequer vi bandido. Em Belo Horizonte vivi quase trinta anos e nunca assisti um assalto. Nunca assisti! Assalto mesmo, só na Europa. Em Paris estava na Place Pigalle, bairro boêmio, na saída do Moulin Rouge, a casa de shows mais famosa do mundo. Um argelino veio ao meu encontro falando um dialeto horrível, mistura de africano e francês, insinuando pedir um cigarro. Como não dei o que ele pediu, partiu para cima de mim e meu bom amigo Heitor de Pedra Azul teve que interferir, gritando-lhe também no dialeto dele, mistura de Baiano, mineiro e francês. Acho que o argelino não entendeu nada, mas se assustou e foi embora. Ia me assaltar, sem dúvida. Em Lisboa o fato foi mais engraçado. Voltava para o hotel em que estava hospedado, após o lançamento de meu livro em terras portuguesas. Estava com os bons amigos Ricardo Braga e Edgar Tadeu. Apareceu um portuguesinho menor que eu, que meço pouco mais de 1,70 metro. Estava com uma pedra na mão e dizia: \”Sou um morador de rrrruuuuaaa. Moro na rrruuuua!\”, naquele sotaque lisboeta carregado. E queria assaltar três brasileiros com uma pedra. Edgar queria fazê-lo mudar de residência, da rrruuuuaaa para o hospital, mas expliquei ao portuguesinho que nós brasileiros estamos acostumados com metralhadora na cara e não nos assustamos com pedras, e o tranqüilizei, mandando-o para casa (afinal de contas, a rua).  Viram o que é preconceito? Achamos que nossas cidades é que são perigosas, mas aprendi que toda grande cidade do mundo o é.

Bonzinho.
Sabe por qual motivo continuam a existir atentados terroristas no mundo ocidental, homens bomba, guerras civis no mundo árabe, Vladmir Putin querendo anexar Ucrânia? Porque Barack Obama é um presidente democrata da paz e do amor, bonzinho demais. Alguns diriam um bundão, com o perdão da palavra feia. Fosse um bom republicano, como Reagan e Bush, esses fatos não estariam ocorrendo, não porque – atenção – acabariam em guerra e bombas, mas porque seus inimigos saberiam que esses presidentes poderiam partir pra briga sem trocar de camisa. Com Obama todo mundo mexe porque sabe que é um intelectualzinho de esquerda, metido a protetor de minorias e que usa roupas sintéticas para não incentivar o morticínio de animais ou a derrubada de árvores. Gente assim, convenha-se, não pode governar o país mais poderoso do mundo e que funciona como um \”xerife\” do restante das nações do globo. Obama é bacana, mas para chamar para um churrasco em sua casa, não para impedir ou inibir o banditismo terrorista generalizado. E cuidado com Vladimir Putin! Veio da KGB para retroceder sua Rússia aos tempos do socialismo, e a Ucrânia é só o começo.  Que saudades de seu antecessor, Boris Yeltsin, aquele mesmo que enchia a cara de vodka e beliscava o traseiro das secretárias nas reuniões do politburo. Pelo menos não invadia outras nações. Quem quer a paz prepara-se para a guerra.

 

Renato Zupo,
Magistrado e Escritor

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