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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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previsões do Tarô para dezembro 550x367

Dezembro que chega

ENTRETANTO

O mês que fecha o ano, além de chuvoso, é repleto de eventos e formaturas e almoços e jantares, além do Natal. Apesar de ser bonito, é insuportável passa-lo. Não há fígado que resista. Mesmo medindo e medrando, não indo a tudo, parando de beber no momento em que a prudência recomenda e antes da vontade apitar, ainda assim já passei muito começo de janeiro em clínica médica e hospital fazendo exame e recebendo medicação. Isso devido aos excessos causados não somente pelo álcool, mas também pelas carnes e pratos gordurosos e deliciosos que avultam no mês do Papai Noel. Quando dezembro acaba, e com ele o ano, parece que tomei uma surra. Ufa!

O Congresso ao final.
É claro que não haverá tempo este ano para votações importantes no Congresso Nacional. A Reforma da Previdência certamente ficará para o ano que vem. O projeto já está todo fatiado e nem quando estava inteiro resolveria nosso problema de caixa e fluxo junto ao INSS – nossa Previdência Social. Nossa aposentadoria vem de uma fonte trifásica: empregador, governo e empregado. Pagamos e nossos patrões também, para usufruir na inatividade. Mas há a parte do governo. É essa a via que não dá certo. O dinheiro governamental não chega, é desviado, se desvaloriza de tal forma que não adianta criarem mecanismos jurídicos para explicar o escoamento pelo ralo das divisas da Previdência. Para tapar o ralo, o STF autorizou a contribuição sobre os inativos. Verdadeiro absurdo, porque a aposentadoria é um pecúlio. Eu pago a Previdência na ativa para aproveitar depois de aposentado. Se também pago depois de inativo, vou aproveitar quando? No além-túmulo?

O Problema é econômico.
Nós somos tão centrados no consumismo e no próprio umbigo, tão egoístas, que se tivéssemos dinheiro no bolso não falaríamos de crise e nem deporíamos governos. É sempre assim com a classe média hipócrita que compomos. Se tivermos carros bons e quitados na garagem e pudermos viajar, se estamos dando conta de comprar whisky 12 anos, que se danem a Dilma e o Bolsonaro. Sempre foi assim. Cala-se o povo dando-lhe pão e circo – lembram-se de César? Só que nosso pão tem caviar e nosso circo é nas Bahamas. Quando a equação não bate e a conta não fecha, saímos loucos procurando bandidos, culpados, metendo políticos na cadeia e vituperando a guilhotina para os corruptos. O problema sempre foi o dinheiro, como dizia Hagel, filósofo-guru de Karl Marx. Quando se pesquisa a história do mundo e das guerras, se vê que tudo não passa de variações sobre dinheiro e cobiça e ganância e sobrevivência. Aqui no Brasil, por exemplo, nossa crise não se assenta em índices ou causas comuns porque somos sui generis, o único país do mundo em que os preços sobem quando há crise. Estamos mal porque ganhamos em real e gastamos em euros e dólares. Praticamos preços internacionais, sem moeda estrangeira circulando suficientemente, e gastamos demais com uma parcela da população que deveria ser ensinada a se sustentar trabalhando e a usar camisinha.

Perguntar não ofende.
Três por cento da população brasileira está presa. São aproximadamente 600 mil pessoas cumprindo penas pela prática de crimes. Vamos brincar de imaginar que para cada bandido preso, dois escapam. Vamos lá, é bastante razoável a premissa. Então, há quase dois milhões de cidadãos à margem da lei no Brasil. Isso fora os desempregados. Agora, imaginem se conseguíssemos recuperar todo esse pessoal, ressocializar todos esses condenados, recuperá-los para a vida e para o trabalho com uma execução penal eficiente e estabelecimentos prisionais dignos. Se conseguíssemos isso tudo, onde iríamos arrumar emprego pra tanta gente?

 

O dito pelo não dito.
“Todo homem luta com mais bravura pelos seus interesses do que por seus Direitos.” (Napoleão Bonaparte).

 

Renato Zupo,
Magistrado e Escritor

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