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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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falem mal

Bolsonaro (I)

ENTRETANTO

O Deputado Jair Bolsonaro esteve aqui em Araxá, onde moro, e dada a gentileza de amigos comuns consegui me reencontrar com ele, que conheci em Brasília quando por lá lancei um dos meus romances. Bolsonaro continua um pândego bem humorado, mas está muitíssimo preocupado com os descaminhos da nação e com as ações covardes que vem suportando, desde ações judiciais inusitadas `a cusparadas e difamação, só porque hoje é o terceiro colocado em intenção de voto para a Presidência da República. O mais engraçado é que sua rejeição é mínima. O que é rejeição? É a opinião daquele eleitor que votaria em qualquer um, até no capeta, mas não no candidato pesquisado (e rejeitado). Pois é. A rejeição de Bolsonaro é menor que a de Lula, e o nove-dedos ficou oito anos no poder e saiu da presidência com um índice de aceitação surpreendentemente alto.  O Brasil das gerações vindouras precisa, e muito, de políticos como Jair Bolsonaro.   Gente que não tem medo de dizer o que pensa, de entrar em polêmicas. Um político que não mente – isso só vi nele e em mais meia dúzia, ao longo da vida. Ainda que fale besteiras vez ou outra, quem de nós não fala? O que precisamos é de posições claras no cenário político nacional: esquerda, centro, direita, e por aí vai. Estamos cansados de políticos que se intitulam \”progressistas\”, mas que tem horror a pobre. Estamos cansados de políticos que se dizem de orientação socialista e tem bens e patrimônio nas Bahamas ou em Miami. Em um país em que ser \”de direita\” se transformou equivocadamente em sinônimo de reacionário ou torturador, se assumir de direita é um gesto de coragem que faltava no cenário político nacional. E é por isso que Bolsonaro arrebanha admiradores e seguidores por onde vai.

Bolsonaro II. 
Os detratores de Jair Bolsonaro somente não conseguem chamá-lo de ladrão porque ladrão ele não éDe resto, sofre contínuas campanhas de difamação amparadas por setores economicamente interessados em denegrir sua imagem.  Está sendo processado covardemente por apologia ao crime e responde com o próprio cargo por palavras ríspidas dirigidas a uma colega parlamentar. Já que não podem dizê-lo desonesto, apelam para as armadilhas de sua atuação destemida e dos arroubos eloqüentes e as vezes intempestivos que profere da tribuna do Congresso Nacional. Tiram do contexto tudo o que ele diz. Não fez apologia alguma ao crime de estupro. Uma deputada chamou-o de \”estuprador\” e ele só se defendeu. Foi revide. Deturpam o fato para confundir ação com reação, e se \”esquecem\” da provocação. Bolsonaro tomou uma cusparada de um deputado afetado e histérico e nada aconteceu. Agora, quando ele dedica seu voto a um colega militar, o mundo cai sobre ele. Covardes aqueles que manipulam a opinião pública para combater aos que pensam diferente e que não tem medo de dizer o que pensam. Os verdadeiros reacionários são aqueles que somente defendem a democracia quando esta converge para as suas ideias e o seu posicionamento político, e combatem acirradamente aqueles que ousam divergir, destruindo-lhes a reputação.

Bolsonaro III.
Há ainda aqueles que detestam o deputado Jair Bolsonaro pelo que ele pensa e diz. Fica, no entanto, muito difícil em um estado democrático e de direito, em que todos temos o direito à livre manifestação do pensamento, criticar alguém porque expõe francamente opiniões que não são as nossas. A cegueira da ilusão de esquerda é pensar que a opinião adversa é tão absurda que merece ser apedrejada em praça pública. Quanta besteira, meu Deus. Estamos dando marcha ré em civilidade. Olha, amigo leitor. Em uma verdadeira democracia somos obrigados e devemos conviver com gente que gosta de militarismo, ou do comunismo, que louva a direita ou adora Che Guevara, que gosta de pobre ou detesta pobre. Todos os grandes governos democráticos do mundo tem sua ultra-direita, que o digam EUA (com Donald Trump) e França (com a família Le Pen). Isso não torna povos ou governos atrasados, muito antes pelo contrário. Só há inteligência e civilidade onde há respeito pelo pensamento divergente, por mais absurdos seus antagonismos.  Simpatizo com o destemor de Jair Bolsonaro. Sei que ele é hostil com algumas minorias, e isto nele me incomoda, disto discordamos. Mas pelo menos seu pensamento é claro e sem subterfúgios, sem demagogias e engodos.  Bolsonaro não perde um segundo de seu sono por conta de gente chatíssima que prega o \”politicamente correto\” – para mim  uma praga na história recente do mundo civilizado. Se concordo com ele, voto nele. Se não concordo, não voto. É assim que funciona e vamos todos trabalhar. Vamos parar de enxovalhar as pessoas porque delas discordamos. Qual é o grande problema de se dizer contra uma determinada minoria? Não tem gente que é contra maioria? Deixem o sujeito ser contra minoria, pombas, e que as urnas resolvam se está certo ou errado. Ah! Mas a esquerda tem um medo das urnas… Desde que me entendo por gente, socialista só conquista voto na porrada ou em troca de casa popular.

 

Renato Zupo,
Magistrado e Escritor

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