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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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Bolsonaro e a Ditadura

ENTRETANTO

A popularidade do deputado Jair Bolsonaro tem criado novas associações livres de ideias, perigosas e equivocadas. Primeiro, o comparam com o governo militar pós 1964, e depois comparam esse governo à ditadura, tortura, desgraça humanitária, etc… Vou falar mais uma vez sobre isso, nestas linhas, e prometo que nunca mais volto ao assunto. Estudei muito  a ditadura militar e o governo pós-64. Tem gente que até conversa de igual para igual comigo, com bons argumentos, mas de cima para baixo ninguém me impõe novas verdades ou velhas mentiras requentadas sobre os anos de governo militar. Tenho uma paixão fora do Direito, que é História. E, dentro da História, dois temas: Segunda Guerra Mundial e Revolução de 1964. Então, quando digo que os verdadeiros vilões daquele episódio terrível que cerceou a democracia brasileira por vinte anos foram civis, devo saber do que estou falando, não é mesmo? E esses civis se chamavam Jânio Quadros e João Goulart. O primeiro era um irresponsável populista que durante um porre resolveu renunciar crente que voltaria ao poder nos braços do povo. Sua ressaca foi amarga, e nós pagamos por ela. Jânio não voltou e assumiu seu lugar um vice-presidente fraco, João Goulart,  refém de pressões que sofria para todos os lados, sem personalidade e sem amigos, escorraçado de Brasília porque tornou o Brasil ingovernável (estão lembrando da Dilma?). Os militares não queriam o poder e as forças armadas estavam, à época, imersas no pensamento de esquerda deflagrado pelo \”Tenentismo\”, uma revolta interna no Exército fomentada por oficiais do baixo escalão que aderiram ao comunismo. O medo dos militares – na época – sabe qual era? A ultra-direita! Na pesquisa de intenção de votos para a eleição geral de  1965 – a eleição que não houve – o candidato que aparecia como virtual futuro presidente da república era Carlos Lacerda, um déspota de ultra-direita aos olhos do militarismo e que lançaria o Brasil em uma inexorável guerra fria. Então vieram os anos de chumbo, e ditadura nunca é boa, e os militares procuraram equivocadamente se perpetuar no poder utilizando como propaganda o combate ao comunismo – que de fato existia, de fato era terrorista e era armado. Então não se criou um moinho de vento, e que não se confunda esquerda armada com esquerda! Ulysses Guimarães, Mário Covas, e muita gente boa que surgiu naquele período fez política de esquerda e jamais foi incomodada pela ditadura, porque não pegava em armas. O principal erro dos militares foi a tortura. Aviltante, enterneceu os corações do povo daqui e mundo afora e tornou um monte de cabeças de bagre, bandidos, baderneiros, os mocinhos e mártires vilipendiados que depois iriam poluir os palanques políticos divulgando o único \”mérito\” de sua história, o fato de terem sido torturados por militares. E ganharam muita eleição com essa cantilena. Por causa deles viramos um socialismo disfarçado. Então, gente, por conta disso não dá para considerar os militares os vilões, não dá pra espezinhar quem divulga e desmistifica os anos de chumbo, como Jair Bolsonaro faz.  Nossa juventude cresceu ouvindo tanta baboseira que crianças e adolescentes brasileiros atualmente vêem fardas e sentem medo. Me revolta saber que os responsáveis por isso comem frango e arrotam caviar, decoram índices de livros, posam como inteligentinhos de campus de zona sul e se dizem intelectuais, liberais e politicamente corretos.  Todos falsos ídolos sustentados por pés de barro e mentiras.

Homens sem medo.
No exército que servi e do qual muito me orgulho tínhamos um colega de farda muçulmano, o Chafic. Falava mansamente, não se envolvia em discussões, educado com todos. Fisicamente, era franzino e dos mais baixos da turma. Quase não conseguiu servir ao Exército por causa da estatura mas, engajado, se tornou um militar valoroso, corajoso, disciplinado e aplicado. E ninguém se metia com ele. Mesmo tampinha como era, não tinha medo de ninguém. O vi \”encarando\” um ou dois dos mais parrudos valentões do regimento e chegou a bater em um deles. Técnico em artes marciais? Faixa preta? Nada disso. Chafic era um homem sem medo, um muçulmano preparado para enfrentar qualquer adversário ou obstáculo sem temer. É uma força que a fé deles dá que não encontramos em nossas religiões ocidentais, talvez porque nossas crenças judaico-cristãs se erijam todas no perdão, na paz e no amor ao próximo. Muçulmano prega a paz também, mas por ela se prepara para a guerra. Como disse um general romano, se vis pacem, para bellum. Se queres paz, prepara-te para a guerra.

O dito pelo não dito.
\”Talento é mais barato que sal. O que separa a pessoa talentosa da bem-sucedida é muito trabalho duro.\” Stephen King, escritor norte americano.

 

Renato Zupo,
Magistrado e Escritor

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