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RENATO ZUPO

RENATO ZUPO

Magistrado • Escritor • Palestrante

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Armadilhas marxistas

ENTRETANTO

Estamos virando marxistas, socialistas, sem saber. Essa era a meta de Gramschi e seu marxismo cultural: impregnar imprensa, artistas e universidades de dogmas comunistas sub-reptícios, tão contínua e sutilmente que acaba se tornando doutrina corrente sem que percebamos. E vem dando certo. Querem ver? Achamos normais cotas raciais em universidades, casas doadas pelo governo à custa do contribuinte, mães recebendo por barrigada através do “bolsa família”, nada de controle da natalidade… Afinal, o que importa é gerar novos eleitores! Enfim, não estou dizendo que acho errado ou não, estou dizendo que esses novos dogmas não são propícios a uma sociedade católica e conservadora – o que éramos, ou ainda somos. E, no entanto, nos foram inoculados cuidadosamente, transformando a sociedade brasileira. Se para melhor ou pior, é você que deve dizer amigo. Mas que isso é pura estratégia marxista, isso historicamente é, é repetido ao longo das eras por pensadores de esquerda, é praticado por militantes e louvado e doutrinado em livros. E através de armadilhas simples, diárias, corriqueiras, em que todos caímos. Querem ver?

O Teatro das Tesouras. 
A mais comum estratégia marxista é o teatro das tesouras. Lênin e, depois dele, Stálin, perpetraram na Rússia comunista. Aqui no Brasil, o PT trabalhou muito bem nisso. Consiste em “criar” um novo opositor quando se alcança o poder, um partido até então aliado, mas que, simplesmente por estar menos envolvido com a ideologia dominante, ou por ser menos á esquerda, é eleito como novo Belzebu político. Isso torna o verdadeiro opositor de direita apagado. Ele some da mídia e desaparece. Todos os partidos e vertentes se tornam de esquerda como em um passe de mágica, simplesmente porque quem não é falado, não é notado. Os líderes bolcheviques fizeram isso com os mancheviques (outra casta comunista) na recém-criada União Soviética, elegendo Trotski seu opositor imaginário, com isso fazendo desaparecer da história o movimento de direita russo que pretendia o retorno dos Czares e da aristocracia. O PT, por aqui, elegeu o PSDB seu falso opositor, e com isso varreu para debaixo do tapete a direita brasileira. Notem bem que não percebemos o óbvio, não exercemos nosso raciocínio crítico, mas o PSDB é o partido de FHC e José Serra, dois  socialistas de carteirinha… E mesmo assim somos engrupidos por Lula e acreditamos que os líderes tucanos são conservadores. O objetivo do “Teatro das Tesouras” é justamente esse.

O assassinato de reputações.
Outra armadilha comunista é perscrutar e investigar o passado e o presente de ideólogos, pensadores e notáveis que também sejam opositores políticos do socialismo – e persegui-los cruelmente. Os estrategistas da esquerda se utilizam de todos os fatos do passado de seu adversário, intuídos, imaginados ou reais, para denegri-lo seguidamente. O boato não precisa ser verdadeiro, basta que cause barulho. Fizeram isso com Collor  – afinal, você não acredita que um milionário iria se corromper por conta de um Fiat Elba e a reforma de um jardim, acredita? Fizeram isso com Aécio – dizem-no “filhote da ditadura”, mas ele é herdeiro de Tancredo, seu avô, que as esquerdas adoram! Atualmente, Bolsonaro, por piadas infelizes e entrevistas impensadas, é atirado aos lobos como homofóbico e machista. Convenha-se, julgar o caráter de alguém por frases esparsas não é algo que pratiquemos em sã consciência em nosso cotidiano. Mas nas redes sociais, na mídia, tudo muito bem armado para nos iludir, caímos na armadilha.

A repetição da mentira.
Como não somos adestrados a pensar no conteúdo das notícias que lemos, basta que a notícia se repita para que vá se incrustando em nossas opiniões, tanto que acabam se tornando aquilo que achamos. A mentira repetida vira verdade.  Qualquer psicólogo lhe explicaria isso. Disseram que Ronald Reagan era um brutamontes sem raciocínio, um cowboy do cinema travestido de presidente. Ele virou piada da esquerda americana, mas foi um dos maiores presidentes que os Estados Unidos já tiveram, tinha um QI altíssimo e era um perfeito cavalheiro. Em nenhum pronunciamento dele é visto descortês ou desrespeitando alguma minoria. Consertou a economia americana que estava em recessão. Mas o que ficou de seu vulto de grande estadista? A lenda de que era ignorante e preconceituoso, porque repetida pela esquerda americana que domina a imprensa, lá e cá. Repetindo mentiras. É o marxismo. Você pode até acreditar na esquerda, mas o faça por opinião pessoal, não porque foi enganado.

O dito pelo não dito.
Não espere que a solução venha do governo. O governo é o problema.” (Ronald Reagan – estadista americano).

Renato Zupo
Magistrado e Escritor

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